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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Marcello Silva é premiado em São Paulo.


O escritor chavalense Marcello Silva, autor dos livros
Homo Cactus e O Pescador, foi premiado no Estado de São Paulo com seu poema inédito "Andarilhos". Na cidade de Pindamonhangaba foi selecionado para XIV Festipoema 2020. Na cidade de Presidente Prudente foi selecionado no XIII CLIPP- Concurso Literário Ruth Campos. E por fim, foi o 2º colocado no IV edição do Concurso Literário Abrace um Autor do Instituto Federal de São Paulo, campus São Paulo.

No Festival de Pindamonhangaba o poema foi interpretado por Lana Santos (veja vídeo abaixo) em evento virtual, por causa da pandemia. Em Presidente Prudente será publicado uma antologia com os poemas selecionado. No Instituto Federal de São Paulo, os textos vencedores serão publicados na revista eletrônica Odisseia Literária. O escritor receberá certificados, troféu e uma quota de livros da coletânea com os autores vencedores.




O poema "Andarilhos"

Segundo o autor, o poema Andarilhos foi escrito para homenagear dois amigos "depois de uma vivência numa expedição na Pedra da Baliza, zona rural chavalense, veio a ideia de escrever esse poema ao Ricardo Fontenele e a Neyci Sotero, parceiros de expedição". Segundo o autor a intenção inicial era de publicar poema Andarilhos na Coletânea "Poemas entre Gerações", um trabalho que reuni 60 escritores e é organizado pelo Jornal O Piagui e a Academia Parnaibana de Letras. Essa coletânea será lançada em Dezembro.

"Depois dessa boa repercussão do poema, penso seriamente, em escrever mais algumas estrofes e transformá-lo em livro" conta o autor.



Fonte: Chavalzada



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Atevaldo Rodrigues | O homem que fotografa infinitos


Saudade e nostalgia de um tempo pretérito tatuado nas lembranças do poeta Atevaldo Rodrigues e ao mesmo tempo, visões futurísticas mapeadas com o sabor e o cheiro que só a poesia é capaz de ofertar a um homem. O Eu lírico de “Onde Termina o Infinito” é um menino sem camisa, calça surrada, de estilingue na mão, sentado em uma pedra à beira de um açude, observando o passar da vida interiorana, simultaneamente, é um homem de face fria chorando metáforas à noite sem estrelas. “A dor que nasce é tão funda / A alma quase se esvai” diz ele.

Os poemas são em versos livres e ritmos poéticos variados. Ora são curtos como coices e outras vezes, são ritmados com um solo de saxofone. As metáforas são ricas e apaziguadoras à alma-leitora que sonha e vibra a cada verso.

A simplicidade das metáforas e intimidade do poeta com as coisas simples da vida, o amor a família e amigos... são, sem dúvidas, a maior riqueza desta obra que provoca o leitor a reflexão sobre a essência da vida, o quão mágico e divino é o instante: saudade para quem viveu e curiosidade para aquele que ainda pode viver cada pedaço de vida imortalizado na poética do autor. Através destas metáforas, percebemos a dimensão de cada fração de segundo ao lado dos pais, irmãos, amores, casa, chão, cheiro de vó... Café.

Atevaldo fotografa infinito toda vez que escreve. Este lugar metalinguístico é onde reside todas as versões do poeta, do menino e homem. Lá na morada do fim, o poeta tem carta branca e um banco de madeira tal qual no café do Cazuza em Chaval, e ele é rei de suas metáforas, lembranças, saudades e com elas, o poeta brinca de criador de mundos paralelos.

“Onde Termina o Infinito” mora toda alma do poeta Atevaldo. Os poemas são convites a viajar a multidimensões oníricas, mas reais e talvez até cruas. Algumas metáforas são lâminas afiadas e quando menos esperamos, estamos sangrando como o poeta ao escrevê-las. Os poemas desta obra descrevem a cidade natal com suas pessoas, cheiros, gostos e trejeitos bucólicos típicos; fala das coisas desimportantes a olho nu e de valor imensurável; descreve o abstrato existencial que atormenta todo ser pensante neste plano: o que é o amor? Existe a morte? E Deus?.

Caro leitor, se tu leres esta obra e não chorar em alguma parte dela, desconfiarei da tua humanidade. “Onde termina o infinito” é uma dose poética necessária para nos manter vivo e compreender a importância dos sonhos, das utopias e das saudades.

Marcello Silva – Escritor